Arquivo paratodas

Óbvio

[Maicon Zanette]

Andou por vários mundos
E um dia encontrou o seu
Desenhou vários muros mas um dia apagaram tudo
Escreveu algumas letras buscando algum sentido
E os sentidos se escureceram
Sua arte é só sua
E quis introduzir a minha junto
Assim meio subentendido
Sua arte me alegra e entristece
Em questão de segundo
Nessa constante me sinto mudo
brota uma lagrima do profundo, Invisível
Meus olhos estão clareando
Já não me é tão interessante este túnel
Nas vistas que me perco observo
Que seus olhos não me vêem
Nem no claro quanto mais nesse escuro
Isso era visível, era visível!

Cálida

[Andrei Valentim]

Minha querida,
Por que estás tão pálida
Cheirando como as rosas
E tão obstinadamente cálida…?

Posso ver-te sedenta
Pendida as asas de pétalas
Lacrimosas vestes de seda
Que de carmim queres pintá-las?

O que aconteceu,
Quem te fez mal?
Foram os sonhos ruins
Ou uma cena irreal?

Sozinha, obscura,
Extasiada dentro de si
Gritando à minha procura,
Não percebes que morro por ti?