[Andrei Valentim]
Minha querida,
Por que estás tão pálida
Cheirando como as rosas
E tão obstinadamente cálida…?
Posso ver-te sedenta
Pendida as asas de pétalas
Lacrimosas vestes de seda
Que de carmim queres pintá-las?
O que aconteceu,
Quem te fez mal?
Foram os sonhos ruins
Ou uma cena irreal?
Sozinha, obscura,
Extasiada dentro de si
Gritando à minha procura,
Não percebes que morro por ti?
